quinta-feira, 16 de setembro de 2010

MAX WEBER

A Política como Vocação - Pág 59 a 83

O Texto de Weber traz reflexões o Estado, a Política e os Homens. Afirma que a relação de Politica, Estado e Homens , é uma relação de dominação, e que esta relação se mantém, através da coersão.

O que entendemos por política? O conceito de política é bem denso, contudo, atualmente  
visa-se política apenas como a liderança ou a influência sobre a liderança de uma associação política, de um Estado.

Quando os homens obedecem ao Estado, como justifica-se a aceitação dessa dominação? Weber afirma que existem tres legitimações que dominios, que são elas: O domínio tradicional, o domínio carismático e o domínio legal:

O Dominio Tradicional é aquele das autoridades "santificadas", pelo reconhecimento do antigo e é exercido pelo pátriarca, pelo principe de antigamente e enfim.

O Dominio Carismatico, a  autoridade carismatica, que pode-se definir como aquele que tem  o "dom da graça" , extraordinario e pessoal, do heroismo ou outras qualidades da liderança individual. Aqui podemos exemplificar como o dominio exercido por um profeta, por um demagogo, um lider sindical e etc.

O Domínio Legal, que aqui define-se a "legalidade", em virtude da fé na validade do estatuto legal, da competemcia funcional , baseada em regras racionalmente criadas, o que nesse caso, tratar-se de uma obediencia  no cumprimento das obrigações estauarias. E o dominio exercido pelo "servidor do Estado", e por todos os portadores do poder.

Weber expõe que os poderes politicamente dominantes conseguem manter seu domínio, da seguinte maneira:
O domínio organizado exige controle do quadro de pessoal executivo e os implementos materiais da administração; Para manter o domínio pela força são necessários certos bens materiais; O detentor do poder deve ser capaz de contar com a obediência de seus membros do quadro, autoridades ou quem quer que seja;O Estado moderno é uma associação compulsória que organiza a dominação.

 Weber fala sobre o processo de expropriação política: Os "políticos profissionais": Se desenvolveram através da luta dos príncipes com os estamentos, serviram a ele e foram, no passado, o mais importante instrumento de expropriação política.

A política pode ser uma ocupação subsidiária ou uma vocação.Os políticos ocasionais: Somos todos políticos ocasionais.Toda relação de muitas pessoas para com a política se limita a isso.

Como eram os políticos que fizeram da política a sua principal vocação?

Há dois modos principais pelos quais alguém pode fazer da política a sua vocação: viver "para" a política ou viver "da" política. Quem luta para fazer da política uma fonte de renda permanente, vive "da" política como vocação, ao passo que quem não age assim vive para a política.

A independência econômica dos que vivem "para" a política.

Sob o domínio da ordem da propriedade privada, para que uma pessoa possa viver "para" a política deve ser economicamente independente da renda que a política pode proporcionar.

A liderança de um Estado ou de um partido por homens que vivem exclusivamente para a política, e não da política, significa necessariamente um recrutamento plutocrático das principais camadas políticas.

A condução honorífica da política.

A liderança política pode ser acessível aos ricos ou aos homens sem propriedade que necessitam de recompensa.

A evolução do funcionalismo moderno e a aparição dos "políticos destacados"A evolução do funcionalismo moderno se opõe a adaptação a um partido como meio para alcançar o fim de ser beneficiado dessa maneira.

O aparecimento dos "políticos destacados" se fez juntamente com a ascendência de um funcionalismo especializado, embora em transições menos perceptíveis.

A separação dos funcionários públicos em duas categorias.Essa separação se deu pelo desenvolvimento da política numa organização que exigia o treinamento na luta pelo poder, e nos métodos dessa luta, tal como o desenvolveram os modernos partidos políticos. Essas categorias são os funcionários "administrativos", de um lado, e os funcionários "políticos", do outro.

A peculiaridade típica dos políticos profissionais, dos lideres, bem como de seus seguidores. Enfrentando os estamentos, o príncipe encontrou apoio nas camadas politicamente exploráveis, fora da ordem dos estamentos, Entre elas estavam, o clero, os literatos de educação humanista, a nobreza cortesã, os "gentis-homens" e o jurista de formação universitária.

O jurista de formação universitária e sua significação para a estrutura política do continente europeu. Destaca-se principalmente pelo fato de que em toda parte a revolução da administração política na direção do Estado racional foi promovida pelos juristas formados. Sem esse racionalismo jurídico, a ascensão do Estado absolutista é tão pouco imaginável quanto à revolução (francesa). A significância do jurista na política ocidental, desde a ascensão dos partidos, não é acidental.

O funcionário autêntico. O funcionário autêntico não se dedicará à política. Deve dedicar-se, de preferência, à "administração" imparcial.

O líder político. Tomar uma posição, ser apaixonado, é, acima de tudo, o elemento do líder político.A honra dele está numa responsabilidade pessoal exclusiva pelo que ele faz.

Os tipos de figuras políticas.Desde a época do estado constitucional, o "demagogo" tem sido o líder político típico no Ocidente.O publicista político, e acima de tudo o jornalista, é hoje o representante mais importante da espécie demagógica.

Weber expõe sobre o jornalista político.

Nos partidos burgueses, no conjunto, as possibilidades de ascensão ao poder político, através deste caminho, são ainda piores, em comparação com o que ocorria na geração anterior.Naturalmente, todo político conseqüente precisou influir na imprensa, daí, precisou de relações com a imprensa.Até agora, porém, nossas grandes empresas jornalísticas capitalistas, que controlam especialmente a "cadeia de jornais", com "anúncios classificados", foram, regular e tipicamente, os fomentadores da indiferença política.

Os partidos e as organizações partidárias:

Em todas as associações políticas mais ou menos amplas, a organização política é necessariamente controlada por homens interessados no controle da política.A liderança ativa e seu séqüito recrutado livremente são os elementos necessários à vida de qualquer partido.

Os partidos eram a princípio, simples séqüitos da aristocracia. Em princípio, a natureza de um aparato partidário como associação de notáveis permanece inalterada.Ora, as formas mais modernas de organizações partidárias contrastam acentuadamente com esse estado idílico no qual círculos de notáveis e, acima de tudo, os membros do parlamento dominam.

Os seguidores do partido, e acima de tudo os seus funcionários e empresários, espera naturalmente uma compensação pessoal pela vitória de seu chefe.Sob esse aspecto, o elemento "carismático" de toda liderança funciona no sistema partidário.Em graus muito diferentes, esse sistema progrediu, embora em luta constante e latente com os notáveis locais e os membros do parlamento que lutavam pela influência.

Quais foram às conseqüências de todo este sistema?Hoje em dia, os membros do Parlamento, normalmente não são nada mais do que homens bem disciplinados e sempre de acordo.
Como ocorre a seleção dos chefes fortes?Depois das qualidades da vontade naturalmente a força do discurso demagógico é, acima de tudo, decisiva.

O que significa a entrega de cargos federais aos partidários do candidato vitorioso, para as formações partidárias de hoje? Significa que partidos sem princípios opõem-se mutuamente.

Quem é a figura que surge no quadro desse sistema de máquina partidária plebiscitária? Ele é o chefe político, empresário capitalista político que, por conta própria e correndo seu risco, fornece votos. Assim, existe uma forte máquina partidária capitalista, organizada de forma rigorosa e total, de alto a baixo, e apoiada por clubes de extraordinária estabilidade.

Resumo elaborado por: Ana Paula Ferro


Perguntas:

1) Quais são os 3 dominios citados por Weber?



2) Quais são os principais modos que alguém pode fazer da política sua vocação?

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