quinta-feira, 16 de setembro de 2010

KARL MARX

Karl Marx nasceu em 1818, foi filósofo, economista e socialista alemão. Participou de vários movimentos operários e foi idealizador de uma sociedade com distribuição de renda justa e equilibrada.

Conheceu no ano de 1844, Friedrich Engels, com quem formou uma forte relação de amizade. Escrito em 1848 pelos dois, o Manifesto do Partido Comunista, foi encomendada pela Liga dos Comunistas, que foi publicado com detalhes teóricos e práticos para o partido.

Quando Marx foi expulso de Paris e fixou-se em Londres, dedicou-se a estudos sobre economia e história. Entre seus muitos escritos estão os famosos O 18 de Brumário de Luis Bonaparte (1869) e O Capital (volume I - 1867).

Em 1864, Marx foi co-fundador da Associação Internacional dos Operários, posteriormente chamada de I Internacional.

O comunismo começava a ganhar força na Europa e com o objetivo de propagá-lo, comunistas de diversas nacionalidades se encontraram em Londres para discutir diretrizes do partido que se criava.

A história da nossa sociedade desde sempre é baseada no antagonismo de classes, entre opressores e oprimidos não importando a época. Às vezes essa luta de classes é declarada abertamente em outras vezes de forma camuflada. E essa luta tem dois caminhos a serem seguidos: ou acontece uma transformação revolucionária ou as duas classes em questão caem.

A sociedade burguesa surge no momento em que acaba a sociedade feudal, mas ela não traz nada de novo, ela apenas substitui hábitos antigos da sociedade feudal por hábitos próprios da sociedade burguesa. O que distingui essa época burguesa de outras épocas é o jeito claro que fica explicitada as lutas de classes, entre a burguesia e o proletariado.

O livro é dividido em três partes: Parte I - “Burgueses e Proletários”, Parte II - “Proletários e Comunistas” e última parte é “ Literatura Socialista e Comunista".

"PROLETÁRIOS e COMUNISTAS"

O Partido Comunista tem interesses compatíveis aos do proletariado, é um partido que só se diferencia dos demais partidos operários por causa de duas características: o partido é global, ou seja, defende os interesses do proletariado em qualquer lugar do mundo seja ele de qual nacionalidade for e servirá de apoio do proletariado em todas as fases da luta contra opressão.

Os comunistas têm como objetivo a priori nada que outros partidos proletários não queiram, transformar o proletariado em classe, derrubar o poder burguês, conquistar o poder político pelo proletariado.

O que o comunismo propõe é a abolição da propriedade, que não algo exclusivo do movimento, é histórico. Quando um poder submerge outro é dominado, como aconteceu com a Revolução Francesa que aboliu a propriedade feudal em favor da propriedade burguesa. Mas o que caracteriza o comunismo é abolição da propriedade burguesa, podendo até se resumir em uma frase: “é o ápice do poder de exploração que a burguesia possui”, abolição da propriedade privada que segundo Marx e Engels.

O comunismo sofre acusação de querer invadir os direitos da burguesia ao querer acabar com a propriedade privada, alegam que conseguem através de seus esforços pessoais, do fruto dos seus trabalhos, mas e o proletariado não se esforça também? O trabalho que é desenvolvido pelo proletariado não lhe rende uma propriedade, só gera um circulo infinito de propriedade, exploração do assalariado aumentando produção de trabalho para explorar mais.

O trabalhador comunista vai laborar para o crescimento social do conjunto, totalmente o inverso de como a burguesia enxerga trabalho. O comunismo é acusado de querer acabar com a liberdade burguesa, mas liberdade para classe burguesa é a liberdade de compra e venda e do livre comércio. O fato de querer abolir a propriedade privada assusta o burguês, mas esta só existe para poucos. O comunismo carrega a acusação de acabar com a propriedade privada e é exatamente esta a ideia.

O comunismo não pretende excluir o direito da apropriação de produtos, só quer abolir apropriação deste produto através da exploração do trabalho de outrem. Indagam que com abolição da propriedade uma preguiça geral assolaria o povo, mas os autores respondem que se isso fosse verdade a burguesia já sofreria deste mal, porque quem trabalha não ganha nada e quem ganha não trabalha.

Toda a acusação feita à metodologia comunista de produção e apropriação estende-se aos produtos culturais, mas o que a burguesia enxerga como cultura é apenas a manutenção do adestramento para que a sociedade aja como máquinas.

O comunismo propõe a abolição da instituição família nos moldes burgueses, vista apenas como algo que traz lucro, propõe acabar com a exploração infantil de pais sobre filhos e quer fazer da educação doméstica uma educação social.

O comunismo também sofre acusações sobre o fato de instituir as mulheres na sociedade, algo totalmente normal, mas que para o burguês é um absurdo, pois esta é vista apenas como um instrumento de reprodução. Os burgueses não estão satisfeitos em ter suas mulheres, querem ter as esposas e filhas do proletariado, seduzem as esposas de outros burgueses, sem contar na prostituição oficial.

Outra acusação burguesa comum é a de acabar com o nacionalismo, para o comunismo, o operário não tem pátria. Como se pretende tornar o proletariado em uma classe política, primeiramente ocorre ações no âmbito nacional para depois expandir ao mundo todo.

A partir do momento que se abolir a exploração de um individuo por outro, acaba-se com o antagonismo entre classes dominantes e classes dominadas. É mudando as condições de vida de um homem, suas relações pessoais e sua existência social, que se modifica os modos de sobrevivência e consciência, tornando-o parte da sociedade, de forma a eliminar o papel de “trabalho vivo” gerador de capital.

A igreja, a justiça, a moral, etc., criaram verdades ditas como absolutas e, no entanto o comunismo não quer acabar por criar verdades eternas que substituem as velhas, mas sim acabar com esse preceito, o que contradiz todo o desenvolvimento das sociedades anteriores. Pois o antagonismo de classes, ao longo da história, sempre foi substituído por outros, podemos encontrar as explorações de classes em outras épocas e com outras denominações no passado, como exemplo, podemos citar patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos na Roma antiga e na Idade Média, senhores feudais, vassalos, mestres, oficiais e servos, épocas estas já marcadas pelos opressores e os oprimidos.

Para Marx, a revolução comunista é radical por se tratar da única maneira de romper ideias tradicionais e colocar o proletariado no mesmo patamar que o burguês, conquistando a democracia e o capital. A princípio essa condição igualitária poderia ser alcançada através da força física e em seguida por medidas que variariam em diferentes países, conforme cada cultura e realidade.

Ainda nos países mais avançados, para ele as mesmas medidas poderiam ser aplicadas:

1. Expropriação da propriedade fundiária e emprego da renda da terra nas despesas d renda da terra nas despesas do governo.

2. Imposto fortemente progressivo.

3. Abolição do direito de herança.

4. Confisco da propriedade de todos os emigrados e rebeldes

5. Centralização do crédito nas mãos do estado, por meio de um banco nacional com capital do Estado e monopólio.

6. Centralização dos meios de transporte nas mãos do estado.

7. Multiplicação das fábricas nacionais e dos instrumentos de produção; cultivo e melhoramento das terras segundo um plano comum.

8. Trabalho obrigatório igual para todos; constituição de exércitos industriais, especialmente para a agricultura.

9. Unificação dos serviços agrícola e industrial. Medidas tendentes a eliminar gradualmente as diferenças entre cidade e campo.

10. Educação pública e gratuita de todas as crianças. Eliminação do trabalho das crianças nas fábricas em sua forma atual. Combinação da educação com a produção material, etc.

Ao desaparecer as diferenças entre classes toda produção se concentrará nas mãos dos associados e poder público perderá seu caráter político, uma vez que uma classe dominante unida e organizada para opressão de outra exprime o papel de Estado.

Na visão de Marx, para se acabar com a dominação entre classes se faz necessário organizar-se e suprimir as velhas relações e condições de existência, de maneira que o proletariado é obrigado a formar uma classe opressora para o fim da exploração e assim ao invés de nascer uma nova classe burguesa, com seus antagonismos de classes, o que veríamos uma classe livre e igual.

Em resumo o partido comunista pretende alçar o proletariado a o poder político, transformando em uma classe, derrubando a burguesia e seu modo de produção e exploração do trabalho alheio. Conseguindo isto mudará os ideais da sociedade capitalista burguesa, centralizando o poder no Estado até o momento que todos tenham consciência coletiva de não precisar ter um órgão regulador e que todos possam usufruir da sociedade igualitariamente.

“Proletários de todo o mundo, uni-vos!”


TESES AD FEUERBACH

III

A doutrina materialista que supõe que os homens são produtos das circunstâncias e da educação, não prevê que são os homens os agentes transformadores das circunstâncias, e que o próprio educador precisa ser educado.
Só se concebe a mudança das circunstâncias em concomitância com a atividade humana ou de si próprio quando vistas e consideradas racionalmente como prática revolucionária.



Questões


1) Quais eram os objetivos do Partido Comunista de Marx e Engles descritos no capitulo II - Proletários e Comunistas?
2) Na visão de Marx, de que maneira seria possivel romper antigas ideias e acabar com o antagonismo de classes?

Resumo elaborado por: Dany, Diego e Luciane.

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