sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MAQUIAVEL

CAPÍTULO I

De quantas espécies são os principados e de quantos modos se adquirem
No primeiro capitulo, Maquiavel faz um simples relato que os Estados e domínios pertencem aos principados ou são republicas. Pertencem ao príncipe quando é adquirido por sua herança ou são livres, e são adquiridos por tropas, pela fortuna ou pelo mérito.

CAPÍTULO II
Dos Principados hereditários
Neste capítulo, Nicolau Maquiavel procura mostrar como principados hereditários podem ser mantidos e governados.

Principados são territórios governados por príncipes, sendo principados hereditários a sucessão, a transmissão de pais a filhos de um determinado governo.

Maquiavel relata que esse tipo de estado em que há laços familiares, são mais fáceis de serem mantidos, desde que as práticas de seus antecessores estejam presentes. E, mesmo que haja algo anormal que impeça tal príncipe de exercer seu poder, certamente, poderá recorrer e recolocar-se.

O autor cita o caso de Duque de Ferrara, que resistiu a ataques, por ser antigo o domínio de sua família na Itália, exemplificando sua visão. Um poderio tradicional em que seus subordinados estão acostumados e disciplinados faz com que não haja divergências do príncipe em relação ao povo, sendo aceito por sua gente. Então, o príncipe é fortificado.

A hereditariedade do domínio faz com que as pessoas esqueçam os motivos das mudanças que acontecem, por diversas razões, ao longo do tempo, porque elas podem ocorrer à medida que outras transformações estão por se realizar.

CAPÍTULO III
Dos Principados mistos
No capitulo três Maquiavel vem chamar atenção para os principados novos ou membros ajudantes do estado hereditário, assim descrito como principados mistos.

Assim ele trás uma reflexão sobre o reinado do príncipe, mostrando que a bondade dos homes e mulheres que pertence as suas províncias podem vir a muda diante da boa vontade que o príncipe demonstrar, e estas crenças tornam-se uma boa arma contra os inimigos.

Ele também retrata a Historia de Luis XII, rei da França, ocupando Milão tão rapidamente como a perdeu, pois a população que havia aberto as portas ao rei da França, caindo em si do engano que cometeram o expulsaram de lá. Em uma segunda vez a cidade conquistada costuma não se rebelar assim terão maiores razões de amar ou temer seu reinado.

Um remédio eficaz é organizar as colônias em um ou dois lugares próximos as províncias, pois é necessário fazer isso ou disponibilizar muitos homens do exercito para essas regiões. Como uma colônia não há grande despesa, então pode ser feita e mantida. Porém essa região será a primeira a ser prejudica no caso de uma invasão inimiga. Esses prejudicados serão minoria na população do estado, e dispersos e reduzidos na pobreza, não poderão causar danos ao príncipe. Em uma província de língua diferente tem que ser manter uma boa imagem perante a essa população, sendo defensor dos mais fracos e trate os poderosos que existem e que posam a vir existir.

Todo príncipe prudente deve remediar o presente, mas prever os casos futuros e previní-los com a toda a perícia, de forma que se possa facilmente levar corretivo, caso contrário não haverá solução para moléstia.

Luís XII, por ter conservado por mais tempo o poder na Itália, foi exemplo disso. Através da ambição dos venezianos pela Lombardia, o Rei Luís, por não ter amigos na privíncia, foi forçado a fazer as amizades que foi possível (os florentinos, o Marquês de Mântua, o Duque de Ferrara, Bentivoglio, a Senhora de Forlì, o Senhor de Faenza, de Pescaro, de Rimini, de Camerino, de Piombino, os luqueses, os pisões e sieneses). Seria fácil manter a reputação na Itália se tivesse assegurado a defesa de seus aliados.

Porém, quando chegou à Milão, fez o oposto ao ajudar o Papa Alexandre a ocupar a Romanha: fato que contribuiu para que a Igreja se fortalecesse, concedendo a ela uma grande cópia de poder temporal e, com isso, enfraqueceu a si mesmo. Com esse primeiro erro, foi compelido a cometer tantos outros para dar ainda mais poder às ambições de Alexandre e, para que este não se tornasse senhor da Toscana, foi obrigado a ir pessoalmente à Itália. Não bastando ter fortalecido a Igreja e perdido os amigos, dividiu o reino de Nápoles com o rei da Espanha (Fernando, o Católico) que poderia o expulsar dali.

Os cinco erros cometidos por Luís XII (abater os menos poderosos, aumentar o poder de um poderoso na Itália, trazer um estrangeiro poderosíssimo, não habitar a Itália e não mandar colônias para lá) poderiam não prejudicá-lo se ele não tivesse cometido o sexto (se apoderar de territórios venezianos). Mesmo que não houvesse fortificado a Igreja e não houvesse intrometido a Espanha em assuntos da Itália, era razoável diminuí-los.

Ainda que tenha tomado essas decisões, não devia o rei consentir na ruína dele, para manter à distância os que queriam conquistar a Lombardia dado que, enquanto os venezianos tivessem força, não admitiriam que outros, senão eles próprios tivessem o domínio da província, e os outros não queriam tirá-la da França para dá-la aos venezianos. Se alguém dissesse que o Rei Luís cedeu a Romanha a Alexandre e um reino à Espanha, para evitar uma guerra, Maquiavel responderia que “não se deve consentir em um mal para evitar uma guerra, pois não se evita esta e sim apenas se adia, para própria desvantagem”. Assim, o Rei Luís perdeu a Lombardia por não ter feito como outros que conquistaram territórios e os conservaram.

Em Nantes, Valentino (César Borgia, filho do Papa Alexandre) disse que os italianos não entendiam de guerra, Maquiavel explicou-lhe que os franceses não entendiam do Estado, pois se entendessem não teriam dado tanto poder à Igreja. Com isso, conclui que: “quando alguém é causa do poder de outrem, arruína-se, pois aquele poder vem de astúcia ou força, e qualquer destas é suspeita ao novo poderoso”.

Perguntas:

1 - Para Maquiável há dois tipos de principados, os hereditários e os novos. Relate como o autor apresenta cada principado e como eles são mantidos e governados.

2 - “Não se deve consentir em um mal para evitar uma guerra, pois não se evita esta e sim apenas se adia, para própria desvantagem”. Maquiavel cita esta frase quando comenta a respeito do Rei Luís XII. Quais forma os 5 erros cometidos pelo Rei?

Resumo elaborado por: Adriana, Eliane, Juliana e Tatiane.



Um comentário: